OLá! Seja Bem-Vindo.

Este pode ser nosso primeiro encontro e espero que se repita várias vezes com a mesma empatia. Se você já me conhece, ótimo. Sabe que sou exigente com meus trabalhos então entenderá que sendo esta uma nova ferramenta para mim ainda estou aprendendo. Isto significa que por hora você terá um pouco de paciência e provavelmente muita coisa não funcionará como eu gostaria. Mas, com o tempo acredito que esta será uma importante ferramenta na divulgação e distribuição de meu trabalho. O centro da página funciona como um blog. Aqui irei reproduzir e comentar as notícias e conteúdos interessantes que nem sempre são os mais recentes. Aliás, a principal finalidade desta página é possibilitar o acesso de meus alunos, e admiradores, aos diversos cursos  e aos conteúdos das disciplinas pelas quais me tornei responsável e pequenos cursos para os quais produzirei materiais. Para este fim você encontra no menu horizontal a aba cursos. Para acesso aos cursos alunos, ex-alunos utilizam o cadastro em seu primeiro acesso e a palavra chave correspondente as turmas. Os colegas necessitarão de um convite (a palavra chave para o curso desejado). Nada complicado, para isto precisarei apenas seu nome e endereço de email. Isto possibilitará uma eficiente administração do site. Este projeto está se iniciando, e faz parte de uma antiga ideia de tornar minhas aulas mais participativas. A cada dia fica mais difícil competir com os computadores, tablets e smartphones. Assim, seguindo a velha máxima: Se não pode com eles…
O primeiro passo é o mais importante e difícil, veja o link:  aprender a aprender.

Boas Entradas

Olá, tudo bem? Já estás de malas prontas para 2016?
Espero que sim. É hora de revisar nossos conteúdos, rever momentos que vão das alegrias às discussões e desavenças que a vida cotidiana, às vezes, nos impõe. Também descarregue tudo aquilo que pesa no ambiente, mesmo que isso mexa com você intrinsecamente.
Em 2016 teremos naturalmente fatores adversos, e mais 366 oportunidades de sucesso e felicidade. Carreguemos então as boas lembranças, as amizades, a admiração, a esperança e os projetos. Estejamos abertos para que diálogo e determinação não nos falte na construção de um futuro que começa hoje a partir de sua participação.
Feliz Ano Novo.
Ariel Levy

A poupança no orçamento não é incentivada.

Quando uma família ou organização tem projetos que não cabem em um ano ela é incentivada a poupar e criar um fundo para a realização de seus projetos. Assim, este fundo suportará despesas eventuais e novos projetos especiais que venham a surgir.
No setor público isto não ocorre, se um ente evitar gastar todo seu orcamento isto é encarado como ineficiência na predição de suas necessidades, e não como esforço na economia. tal ente publico será “premiado” com um corte no futuro, e suas economias serão confiscadas pelo Governo. Evidentemente todo orçamento deve ser dilapidado de forma a restarem apenas restos a pagar, utilizando toda e qualquer dotação que foi atribuída.
Certamente, no setor publico o orçamento, que deveria ser teto, passa a ser piso. Mais recentemente um decreto federal possibilitou as reitorias a lancarem mão sobre as economias das faculdades, mesmo que a origem destas fossem decorrentes de atividades de extensão ou de projetos acessórios. O resultado é mais precariedade para o ensino público federal.

Tratar o trabalho humano como coisa é anti-constitucional.

Não vai bastar aprovar um decreto lei para poder terceirizar a atividade fim de uma empresa este é o parecer do procurador da república.

“Terceirização na área-fim não apenas esvazia a proteção à relação de emprego, consolidada no artigo 7º , I, da Constituição da República, mas vai além e transforma o trabalho em mercadoria e degrada o ser humano a mero objeto, contribuindo para indesejá- vel e inadmissível processo de reificação do trabalhador. A incompatibilidade da intermediação irrestrita de mão de obra com a Constituição da República é inegável, de maneira que a súmula 331, ao limitar a prática, está em consonância com os direitos subjetivos constitucionais dos trabalhadores e demais valores fundamentais da Carta Constitucional.”

Diante desta compreensão de Janot, vai ser difícil que aconteça a demolição dos direitos do trabalhador, não acabem derrotados no Supremo.

Como aprovar as tercerizações?

Ontem mais uma vez se paralizaram as aulas na Faculdade de Administração e Ciências Contábeis da UFF. Não por termos acordado uma greve de docentes ou funcionários da Universidade, mas, pelo fato desta carregar uma dívida com as empresas que tercerizam os servicos de limpeza e de segurança. Esta dívida leva as empresas a dificuldades e a nao pagarem seus funcionarios em dia. A falta de pagamento dos salários torna justa a paralização dos funcionários ao reinvidicarem seus direitos. Sem banheiros e condições de trabalho não há como sustentar a atividade, tornando acertada a decisão dos dirigentes.

De quem é a culpa no episódio não vem ao caso. Fato é que no Brasil nem o governo respeita as empresas terceirizadas honrando seu pagamento, mesmo sabendo que isto acarretará um prejuízo a milhares de trabalhadores, que atuam em prol da qualidade do serviço público.

Se hoje já temos este tratamento ao trabalhador terceirizado por parte do governo, o que esperar do PL4330? Apenas a deteriorização da qualidade de vida do trabalhador, de seus direitos, e de suas rendas, é evidente.

Esperemos que o pregado respeito aos contratos seja restatelecido. Antes de manter o grau de investmento é preciso  manter o grau de respeito ao trabalhador.

O tom do samba

As férias escolares se aproximam do fim com o término do carnaval.
Em geral, o fim é a melhor parte do doce, com as  férias não é diferente. Mas apenas por um momento imagine que o leitor saiu do país em dezembro e viessse a ler todas as notícias em um rompante.
Verificaria que tudo o que foi dito durante a campanha foi rigorosamente contrariado pelo atual governo. Que no novo mandato a presidente adotou o slogan: “Pátria Educadora”. Porém, foi a educação que recebeu o maior corte no orçamento. Infelizmente teremos que conviver com um momento de contração na economia, taxas de juros estratosféricas, aumento do desemprego, alta de inflação e abono político da corrupção. Este é o retrato da “Pátria Educadora”, onde até a Guiné Equatorial, com seu ditador, dá o tom do samba.

Um novo ano

Puxa o tempo anda rápido, alcançamos o dia 8 e já estou atrasado em meus planos. Fácil não é mesmo, imagino se o mesmo ocorre com você. A velocidade com que consigo planejar atividades é muito maior  do que minha capacidade de execução. Assim, ou terei que aprender a limitar o número de atividades, ou meu dia será sempre atribulado comprometendo a qualidade de vida. Então, a melhor solução é manter uma agenda, eletronica ou física não importa.
Planeje cuidadosamente suas atividades, porém dixe sempre um espaço para novas idéias, um descanso ou emergências.
Tem sempre algo que surge e que demandará mais tempo do que você tinha disponível. Porque lembrei disto no dia 8? Ora se você girar 90 graus entenderá. sim aparece o símbolo do infinito. O tempo é infinito o seu não, terás apenas alguns anos pela frente, se parecem muitos hoje serão cada vez menos doravante, então program-se para fazer o que realmente importa para você, a vida não terá replay ou prorrogação, e lembre-se o importante é ser feliz.

O desejo de liderar

Enquanto o país não volta ao normal tenho procurado evitar os temas políticos e assim, chamou-me a atenção dois artigos publicados no Valor Econômico (16/10/2014 na pág. D3).

No primeiro Edson Valente é muito feliz ao apontar a necessidade de uma ampla visão do negócio para pavimentar a ascensão profissional em tempos de elevadas restrições e competição na economia. Ele  enfatiza a importância do trânsito por saberes das diversas áreas: humanidades, comunicação, e exatas. Contudo o egresso das universidades normalmente não encontram entre seus mestres profissionais com esta bagagem pretendida. Isto, em função dos concursos preparados pela academia privilegiarem a especialização na mesma área de formação, o mesmo ocorrendo nos  editais  de concursos públicos, por conta do corporativismo. Em parte esta necessidade de uma competência mais generalista explicaria o sucesso dos cursos que aplicam a metodologia do aprendizado por problemas.

Por outro lado, no pé da mesma página, Rafael Souto apresenta um fato: O colapso do apetite para liderar entre os mais jovens”. O profissional mais eclético nos conhecimentos atinge rapidamente postos de chefia, onde obtém maiores remunerações, que concomitantemente os levam a um maior número de responsabilidades e maior entrega. Então, questiona a duração deste sonho de poder quando confrontado com os conflitos da vida pessoal e do excesso de carga. Ele cita Richard Dawkins, ao justificar que nossos jovens não querem mais dar a vida para ganhar um bônus. Que os jovens de hoje “querem uma causa inspiradora que os equilibre no seu projeto de vida.”

A parte em que concordamos reside na afirmação de que estamos a matar o desejo de liderar, e complemento por práticas adotadas na formação e seleção dos profissionais.

Governo x Mercado

Prescrições e radicalismo não funcionam quando se objetiva a condução de uma economia ou organizações a uma meta sustentável de crescimento. A realidade não é linear e não se faz música com uma só nota. O desenvolvimento se dá com altos e baixos como num andar bêbado. Apenas conhecemos a tendência desejada no longo prazo que decorre do planejamento, quando e se houver algum, porém sujeitos a diferentes forças no curto e longo prazos. Uma análise mais detalhada dirá que as forças de curto prazo dependem da confiança, do ciclo político e da posição em relação a tendência de longo prazo dos indicadores aceitos como fundamentais à obtenção do objetivo. Quanto mais longe da tendência programada maiores serão as tensões e questionamentos aos governantes. E como bem coloca Peter Merhling (The New Lombard Street) não se trata mais de ser Keneysiano ou Clássico, mas de reconhecer que convivemos com expansões e contrações do sistema em diferentes amplitudes de tempo. Assim como nós, a economia respira, se expande e contrai para que possa progredir. Ao caminhar largamos a frente a perna direita que logo depois deve dar lugar a esquerda para que se prossiga na direção desejada. Um governo será percebido como melhor quanto menor for a variação entre os dois estados, pois assim, a população perceberá apenas o movimento de longo prazo. Esses ajustes são delicados e muitas vezes apresentam saltos, quer forçados por demandas internas ocasionadas pelas trocas de posição entre os agentes, quer por ações de governos externos que buscam igualmente seu próprio equilíbrio. A história é marcada por reversões no pensamento, nas artes, modas, políticas e costumes, somos fixados a uma corrente de pensamento que por aderências é expandida até a ruptura, quando o oposto passa a valer, seguimos portanto entre contrações e expansões dos conceitos. Mas também somos naturalmente avessos ao risco e evitamos uma grande volatilidade, assim quanto menores os desvios melhor. Entretanto ao longo do tempo os governos deverão satisfação a seu povo, enquanto que o o mercado não. As relações entre os dois deverá se alterar, se estreitando e afastando, conforme as circunstâncias. Cada povo escreve sua história conforme suas escolhas e deverão trilhar caminhos diversos para seu desenvolvimento. Entretanto o governo ao procurar minimizar as falhas de mercado não deveria exagerar no protagonismo do Estado, suas intervenções devem caracterizarem-se pela moderação e transparência.

Um cenário dentre muitos possíveis…

O cenário pintado
O cenário não inspira confiança e nem desconfiança. Tudo dependerá do desenrolar dos novos movimentos quem afirma isto são os relatórios do FMI. E apesar da situação em questão (na foto) ter levado ao naufrágio não acredito que veremos o Fim do Brasil como alardeou a Empiricus.
E antes que pensem em me demitir também, vejam que não estou a falar mal do governo. Aliás há muitos campos em que as soluções propostas agradaram a maioria dos brasileiros, afinal Lula foi reeleito e Dilma eleita, assim, não se trata agora de jogar toda a carga ao mar.
Administrar como governar é utilizar os recursos no sentido de melhorar a posição das pessoas em busca de um objetivo. E isto ninguém pode negar que o PT fez. Talvez seus objetivos no momento não estejam contemplando os mesmos que os do mercado. Mas se os objetivos mudaram há razões?
Vejam a análise de Armando Castelar em especial a tabela A1.
TA1-Brasil, frágil e vulnerável: o Fed errou?
Nosso pior indicador está na dívida/PIB, e talvez esteja na hora de ensinar a nova classe média o valor da poupança contando para isto com um sólido exemplo do governo. Um país forte não prescinde de poupança.
Não vejo em nosso cenário político um super-homem capaz de operar este milagre em tempo recorde. Levamos seis anos desarrumando a casa, talvez por conta das ondas que encontramos pelo caminho, e possivelmente algumas cargas irão naufragar para que haja o ajuste. Não há espaço para marolas!

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